EM REDE

Natura e Embrapa firmam contrato de parceria para projetos de pesquisa

8 de Março de 2012

A Natura, empresa brasileira de cosméticos, em mais uma iniciativa a favor da pesquisa e inovação, acaba de assinar um convênio de parceria e cooperação com a Embrapa. O objetivo é executar estudos e projetos de pesquisa destinados ao aprofundamento do conhecimento técnico-científico e à geração de novas tecnologias.

Esta não é a primeira vez que a Embrapa e Natura se unem para o desenvolvimento de pesquisa científica. Há cerca de três anos, as empresas vêm trabalhando conjuntamente em um projeto co-financiado pela FINEP para desenvolver inovações no cultivo de palma, tradicionalmente feito em processo de monocultura, para que passe a ser cultivado em sistema agroflorestal. O projeto já tem resultados importantes e começará a ser aplicado pela Natura na produção de óleo de palma usado na fabricação de sabonetes.

O grande diferencial da parceria será o foco na viabilização e aplicação prática dos conhecimentos gerados, alavancando a transformação da pesquisa científica em benefícios para a sociedade como um todo. A Natura acredita que, com esta cooperação, nos próximos anos, possa desenvolver inovações tecnológicas não apenas em seus produtos, mas também em processos e cadeias além do ambiente da empresa.

Com a assinatura do contrato de parceria, as instituições reforçam a cooperação científica na busca da conexão entre conhecimento e inovação e iniciam um novo ciclo de pesquisas em diferentes âmbitos. “A parceria representa um ganho a favor da inovação colaborativa em rede, algo que consideramos fundamental no desenvolvimento de nossos projetos”, explica Luciana Hashiba, gerente de gestão e redes de inovação da Natura. Segundo ela, a colaboração com instituições de ciência deve servir de exemplo para outras empresas, já que gera ganhos mútuos e aplicações mais práticas dos resultados da pesquisa. 

Para o gerente-chefe da área de Inovação Tecnológica da Embrapa, Filipe Teixeira,  a parceria Embrapa-Natura é estabelecida no contexto atual de inovação aberta, em que instituições públicas e privadas atuam de forma integrada para atender à demanda por inovações tecnológicas e de processos em ambientes dinâmicos.  “É gratificante ver duas empresas de segmentos tão diferenciados se unindo por meio da pesquisa, na busca de produtos com melhor qualidade e ambientalmente sustentáveis” conclui Teixeira.