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Vencedora do #HackathonEkos conta como evento a ajudou a descobrir uma paixão profissional

14 de Fevereiro de 2017
O Hackathon Natura Ekos acabou já faz quase um ano, mas continua inspirando muita gente. Lá no início de 2016, reunimos 32 pessoas de diversos lugares e diferentes formações para uma maratona de inovação aberta e prototipagem no coração da Amazônia. O desafio era encontrar soluções para a ajudar a conectar Natureza e Amazônia ao dia a dia das pessoas, mas o encontro rendeu muito mais frutos.
Quando desembarcou em Belém, Marcela Porto era estudante de economia sem nenhuma vivência com programação ou histórico de participação em maratonas de inovação.  “Quando me inscrevi não sabia direito o que era um hackathon. Me chamou atenção a oportunidade de ir para o Pará, conhecer a dinâmica de uma grande empresa com comunidades ribeirinhas e pensar em jeitos inovadores de mudar a relação do homem com a natureza”, relembra ela.
Ao fim da experiência de quatro dias, Marcela não só foi uma das vencedoras do Hackathon, como integrante do Grupo Quintal Mágico, como também descobriu uma nova paixão. Hoje, ela está em São Francisco, nos Estados Unidos, aprendendo a programar. Uma demonstração de como a inovação aberta tem potencial de conquistar mentes e corações. “É hora de participar de mais hackathons, aprender muito, e mergulhar ainda mais no mundo da inovação”, afirma ela.
Daqui do Brasil, desejamos muitos novos aprendizados pra Marcela e aproveitamos para convidar você a conferir o depoimento completo dela e se inspirar também.
“Quando eu me inscrevi para fazer parte do Hackathon Natura Ekos, eu não sabia direito o que era um hackathon. O que me chamou atenção foi a oportunidade de ir para o Pará, conhecer a dinâmica de uma grande empresa com comunidades ribeirinhas e pensar em jeitos inovadores de mudar a relação do homem com a natureza.
Por isso mesmo, acho que eu nunca vou esquecer o meu sentimento de choque (e leve desespero!) quando apareceram duas pessoas do MIT Media Lab, falando em gerar tecnologias” e “programar”. Oi?
Não era a única. O grupo escolhido para fazer parte dessa experiência era muito diverso. Ainda bem que tivemos suporte da equipe da Natura, do MIT Media Lab e dos meninos do Fab Lab Belém! O quintal mágico, projeto do meu querido grupo, foi o vencedor, e ainda recebemos oportunidades para empreender com a ideia depois da conquista.
Saí dessa viagem completamente instigada com o poder da tecnologia. Nunca tinha visto o potencial transformador da inovação dessa maneira, na prática, in the making. Me inspirei e me empoderei como em raros momentos da minha vida, e esse negócio de tecnologia ficou na minha cabeça. Pensava comigo mesma “uau, eu posso ser mais do que uma usuária de tecnologia, posso criar com ela, e as possibilidades são infinitas!”. É, cheguei um pouco tarde na festa, mas pronta para não passar batido!
Eis que eu decidi dar uma chance para a minha curiosidade e encantamento, e, depois de fazer um curso básico de Java e ver que é possível, larguei tudo que estava fazendo no Brasil e hoje estou em San Francisco aprendendo a programar! O curso é um bootcamp, que tem como objetivo tornar pessoas sem experiência prévia em desenvolvedores juniores. Também é hora de participar de mais hackathons, aprender muito, e mergulhar ainda mais no mundo da inovação!
Nada mal para alguém que, no início do ano passado, era só uma estudante de economia que não tinha ideia do que é Ruby, Phyton ou Arduíno, não?”
Ficou inspirado com o relato da Marcela? Fique atento ao nosso blog porque em breve traremos mais notícias sobre a experiência dela nos EUA.