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História do sabão mostra que a inovação nem sempre ocorre de maneira previsível

3 de novembro de 2014
O sabão é outro agente de limpeza, juntamente com a água, muito importante para os rituais de cuidados pessoais. Você sabia que a sua descoberta foi por acaso?
 
Existe uma lenda antiga que conta que a palavra “sabão” deve-se ao Monte Sapo, um local nas proximidades de Roma onde se realizavam sacrifícios de animais. Quando chovia, uma mistura de gordura de animal derretida com cinzas de madeira descia as encostas até as margens argilosas do Tibre. As mulheres que lavavam a roupa nesse local começaram a notar que esta ficava mais limpa em comparação com outros locais do mesmo rio.
 
A verdade é que o processo de produção do sabão não é tão diferente do que conta a lenda. A reação de saponificação nada mais é do que a combinação de gorduras animais e óleos vegetais com soluções alcalinas como hidróxido de sódio ou potássio, tais como as cinzas do Monte Sapo.
 
As descobertas científicas por trás do sabão
 
Um importante passo para fabricação comercial de sabão em larga escala foi dado em 1791, quando o químico francês Nicolas Leblanc patenteou o processo, que levou seu nome, de fabricação de carbonato de sódio, um composto alcalino mais conhecido como soda, a partir de sal comum.
 
Outro ponto importante para a evolução desse produto ocorreu em 1811, quando Michel Eugène Chevreul elucidou a composição química das gorduras iniciando a partir daí os estudos sobre as reações químicas envolvidas na produção do sabão. Este estudo permitiu a fabricação industrial do sabão, que pôde ser aprimorada em 1861, quando o químico belga Ernest Solvay desenvolveu um processo para produção de carbonato de sódio utilizando amônia, menos poluente e mais barato que o de Leblanc.
 
Uma nova fase para o sabão
 
Todas essas descobertas científicas, junto com a revolução industrial do século XIX, tornaram possível o desenvolvimento da saboaria: ao lado dos sabões chamados na época de domésticos, no início do século XX começam a aparecer sabões em escamas e produtos em pó.
 
A química dos produtos de saboaria ficou basicamente a mesma até 1916, quando surgiu na Alemanha o primeiro detergente sintético ou tensoativo. O desenvolvimento desse tipo de agente de limpeza ocorreu principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, e foi importante para o desenvolvimento de novos compostos com capacidade não apenas de limpeza, mas também de formação de emulsões, espumas, entre outros efeitos.
 
Atualmente, a grande maioria dos produtos para limpeza no geral (para lavagem de roupa, por exemplo) ou higiene pessoal (sabonetes, shampoos), utilizam sabões e tensoativos. Vários estudos são realizados para o aprimoramento da performance destes mesmos ingredientes, mas são pouquíssimas as inovações utilizando outros tipos de ingredientes ou modificando os processos atuais de limpeza.
 
Quais outros processos de limpeza, produtos e ingredientes você acha que poderiam ser utilizados no lugar de sabonetes e shampoos para lavar as mãos, corpo e cabelos, que inovem  no processo de limpeza e tragam uma experiência sensorial que promova o bem-estar?
 
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