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Casearia: uma planta da biodiversidade brasileira que virou ativo antissinais

9 de agosto de 2016
O lançamento do novo Chronos trouxe consigo muitas descobertas e inovações. Entre as novidades, a linha de produtos para cuidados diários com o rosto da Natura transformou a caseária em um ativo antissinais. O extrato de casearia assina o rótulo do Creme Antissinais Preenchimento e Revitalização 60+, mas para que o componente ocupasse esse lugar foi necessária muita pesquisa de diferentes áreas da Natura.
Foi após uma pesquisa na literatura, em busca de ativos da biodiversidade brasileira que tivessem potencial de uso cosmético, que a equipe envolvida no projeto do Chronos encontrou uma única referência a uma molécula que estaria presente na casearia e poderia trazer benefícios para a pele. “Essa informação constava em apenas um artigo e não havia certeza se tratava da mesma espécie que nós conhecíamos e nem se aquele efeito se repetiria, mas nós decidimos apostar e começar uma investigação”, relembra Kelen Fabiola, pesquisadora da área de Tecnologia Cosmética.
Antes de testar a ação da casearia na pele era necessário ter acesso à planta. Para isso, o time de Bioagricultura entrou em contato com uma comunidade de produtores situada no sul do Estado de São Paulo. “Nós fizemos uma visita e identificamos que alguns deles já tinham a casearia em seus quintais. Fizemos um inventário da espécie para saber o volume de folhas disponíveis e, depois, enviamos amostras para que o time de Ingredientes da Natura pudesse trabalhar”, destaca Carolina.
Um ativo cheio de sinergia
As áreas de Ingredientes e Tecnologias Cosméticas tinham a missão de confirmar o potencial cosmético da casearia. Mas a tarefa se mostrou mais complicada do que a equipe havia previsto. “Nós estávamos focados em isolar a molécula que traria esse benefício para pele, fizemos um estudo de screening fitoquímico na folha da planta para tentar localizá-la, mas não conseguíamos encontrar a molécula com efeito elástico na pele”, relembra Cintia Ferrari, Gerente científica da área de Tecnologia de Ingredientes Verdes. Mesmo sem conseguir isolar a molécula, a equipe resolveu dar sequência ao trabalho e desenvolver o extrato a partir da folha da casearia para tentar confirmar a ocorrência de algum benefício em sua aplicação. “Não havia uma molécula só, mas percebemos que o sinergismo dos componentes da folha tinham um alto potencial de atividade biológica. Era a combinação das moléculas presentes no extrato que dava o efeito esperado”, celebra Cintia.
Os testes comprovaram que o extrato de casearia, com toda a sua sinergia, traz uma atividade muito benéfica para o sistema elástico da pele. “O extrato ajuda a proteger as fibras elásticas presentes na nossa pele das quebras provocadas pela exposição solar. Ele também intensifica a produção da própria elastina e do ácido hialurônico, molécula que contribui muito para preencher o volume da pele. As rugas são suavizadas sem a necessidade de injetar nada, pois o efeito ocorre naturalmente”, resume Kelen Fabiola.
Mesmo com as confirmações e as boas notícias, o trabalho das equipes envolvidas no projeto ainda estava longe de acabar. Era necessário realizar os vários testes de segurança e também confirmar se a casearia teria o mesmo efeito ao longo do ano. “A planta sofre influências climáticas que podem alterar sua composição. Nós monitoramos se o ativo mantinha os mesmos efeitos nas diferentes estações”, explica Carolina. Os testes ao longo de um ano mostraram que não havia alterações significativas.
Com tudo testado e aprovado, o produto foi para a fábrica e sobraram agradecimentos da equipe aos agricultores envolvidos no projeto. “Em todos os projetos que envolvem biodiversidade os agricultores são fundamentais. São eles que fazem o manejo adequado das plantas, garantindo o volume de folha necessário e um extrato de qualidade. A gente só tem a agradecer”, finaliza Carolina.

A Casearia não é o único ativo da biodiversidade presente na formulação do novo Chronos. Aqui no blog, você também pode conferir todo o processo de desenvolvimento do extrato de jatobá e acompanhar o trabalho das outras áreas de pesquisa envolvidas nesse processo.Saiba mais sobre o desenvolvimento do novo Chronos